Nascemos machos e mais tarde viramos homens. Parafraseando Simone de Beauvoir podemos dizer: “não se nasce homem, torna-se homem”. A idéia de homem, assim como a de mulher, é socialmente construída. A masculinidade vai se construindo em meio à linguagem do ambiente, em meio às expressões de aprovação, de consideração e de confirmação por seu sexo. Isto é transmitido pelos adultos, e se um pai é “machista” é de se esperar que tenha e promova aos filhos dificuldades futuras para que se tornem “o novo homem”. O que é o novo homem?
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Sabemos que a maioria dos homens nasce “funcional”, ou seja, capaz de ter uma função sexual normal (desejo, excitação e orgasmo). Porém, alguns fatores como traumas, ignorância, doenças, cirurgias e medicamentos podem tornar um homem “disfuncional”.
Quais os sentimentos mais comuns ao homem “disfuncional”?
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A resistência do homem a ir ao médico é lendária.
Enquanto as mulheres fazem consultas de rotina com naturalidade, muitos homens só buscam atendimento quando algum problema urológico ou sexual já está no limite.
Para se ter uma idéia, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, a cada ano, cerca de 1000 homens têm o pênis amputado por causa do câncer.
Diante desse quadro, a Câmara aprovou projeto de lei (PL 1127/07) que cria a Semana Nacional da Saúde Masculina.
A proposta é de autoria do deputado Jair Bolsonaro, do PP do Rio de Janeiro, que destaca que muitos homens são preconceituosos na questão de sua saúde íntima.
“E tirar os homens do armário no tocante a isso aí, porque todo mundo tem um preconceito, não fala, não discute. O homem quando conversa com outro, tá tudo numa boa com ele, uma maravilha, só contando vantagem, né? Parece que é verdade, mas não é. E a idade vai chegando, o tempo vai passando e nós podemos nos salvar e salvar um filho nosso de uma situação complicada, esse é nosso interesse em criar a Semana Nacional da Saúde Masculina.”
O deputado destacou uma homenagem a Clodovil Hernandez, que pretendia apresentar projeto de lei semelhante e enfrentou o câncer de próstata antes de falecer.
Bolsonaro disse que faz os exames preventivos da próstata todo ano.
A proposta aprovada estabelece que a segunda semana de agosto será a data de destaque da saúde do homem e que as escolas podem aderir ao movimento.
O câncer de testículo, por exemplo, afeta muitos adolescentes.
Diogo Mendes é presidente da seção de Brasília da Sociedade Brasileira de Urologia, e enfatiza que a saúde do homem precisa ser observada desde o recém nascido.
Entre os homens mais velhos, ele destaca que a maior ênfase acontece em relação à impotência, doenças da próstata e aquelas relacionadas com envelhecimento e a obesidade. Ele elogia o projeto de lei e enfatiza que a falta de cuidado faz o homem viver menos que as mulheres.
“O homem precisa dedicar um tempo a ele mesmo, senão nós vamos continuar morrendo sete anos antes das mulheres. Tá errado, eu não quero deixar a mulher viúva. Eu quero, no mínimo, morrer junto, né?”
A proposta que cria a Semana Nacional da Saúde Masculina segue agora para o Senado.
De Brasília, Daniele Lessa
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Reprodução autorizada mediante citação da Rádio
http://www.camara.gov.br/internet/radiocamara/?selecao=MAT&Materia=105920
Hoje, 100 milhões de mulheres no mundo e 9 milhões de mulheres no Brasil utilizam a pílula como método contraceptivo. São 50 anos de existência desse medicamento que modificou definitivamente a vida da mulher e o papel da mulher na sociedade. Chamada simplesmente de pílula, o contraceptivo em comprimido revolucionou o universo feminino partir da metade do século XX. A mulher passou a ter a possibilidade de escolha sobre quando e se quer a maternidade o que desencadeou uma verdadeira revolução na sexualidade feminina, na visão de mundo das mulheres e na inclusão da mulher no mercado de trabalho, antes aberto irrestritamente apenas para os homens.
Essa transformação estabeleceu novas formas de relacionamento entre homens e mulheres, pais e filhas, irmãos e irmãs, e as mulheres passaram a participar da vida social como cidadãs plenas e não mais como esposa, filha ou irmã de algum cidadão. Até o surgimento da pílula as mulheres tinham definidas suas vidas desde o nascimento. Independente de habilidades ou vocações pessoais, às mulheres era destinado um papel social exclusivo na menor unidade da sociedade, a família, eram tão somente responsáveis pela procriação, desenvolvimento e educação da prole e pelos cuidados com a casa e o marido.
Só com o poder de decisão sobre a maternidade a mulher pode redefinir seu lugar na sociedade e assumir sua sexualidade. De passivas e dependentes das necessidades sexuais dos maridos, as mulheres foram assumindo posturas mais ativas, buscando mais informações e passando a considerar o prazer e realização sexual como necessária e até indispensável à felicidade conjugal. É impossível definir quantas mulheres ainda consideram relevante a virgindade até o casamento. Estima-se que, em média, há 10 anos a primeira relação sexual de uma jovem acontecia após o seu primeiro ano de namoro e que hoje a primeira relação do adolescente acontece nos primeiros três meses de namoro. Mas certamente o movimento que mais preocupa é o da iniciação sexual dos adolescentes cada vez mais cedo, com parceiros eventuais, e sem a proteção de preservativos e contraceptivos.
Do ponto de vista da saúde, as mulheres passaram a ficar mais atentas ao próprio corpo e à saúde, fazendo visitas regulares ao ginecologista e realizando anualmente exames preventivos como a mamografia e o papanicolau. Com os novos papéis sociais e maior exposição aos riscos de uma vida mais atribulada as mulheres também se tornaram mais vulneráveis a doenças que anteriormente afetavam mais aos homens, como hipertensão arterial, cardiopatias e estresse. Mas o aspecto mais relevante desse processo, e que nos permite qualifica-lo de revolucionário, é que se olharmos para trás encontramos milênios de uma mesma função e comportamento social das mulheres e em apenas 50 anos, quanta transformação!
A sociedade atual exige mais agilidade e novos papéis sociais das pessoas, que são levadas a rever suas antigas convicções. As vovós de hoje são mulheres atuantes, bonitas, assim como os vovôs são cada vez mais convocados para acompanharem este movimento.
O viver deve ser considerado um processo contínuo de transformações. Homens e mulheres com mais de 60 anos estão namorando mais.
Saiba mais sobre este tema através do link http://www.ongsaber.org.br/saude-do-homem/sexualidade-com-qualidade-1/artigos/133
A pesquisa registra que embora tenha aumentado significativamente o número de divórcios em 2007 e 2008, os casamentos nessa faixa etária aumentaram ainda mais.
Um dos dados de destaque foi o relativo à faixa etária das mulheres que os homens, com mais de 60 anos, têm procurado tanto para o namoro quanto para o casamento. Em sua maioria são parceiras bem mais jovens, em muitos casos com mais de 20 anos de diferença. Segundo Silvana, ainda é muito forte entre os homens o mito de rejuvenescimento masculino quando a parceira é mais jovem. Os homens que se unem às mulheres mais jovens acreditam que são revigorados pela beleza de sua juventude e por seu frescor e energia. Sentem-se animados com os projetos, anseios e modo de vida da mulher mais jovem.
Já as mulheres com mais de 60 anos procuram, prioritariamente, parceiros da mesma faixa etária, que estejam vivenciando etapas de vida similares às suas, talvez por que as mulheres sejam mais práticas e objetivas, querem desfrutar da companhia de homens que às acompanhe em viagens, passeios, bailes e outras atividades que eventualmente não puderam realizar em relacionamentos ou casamentos anteriores, sem precisarem se envolver com o cuidar de eventuais filhos pequenos de outro casamento do companheiro e sem a instabilidade profissional e financeira que normalmente acontece quando o parceiro é mais jovem.
De qualquer forma, há uma forte evidência de que as pessoas com mais de 60 anos estão dispostas a fazer dessa nova etapa da vida algo muito gratificante, cheia de projetos e atividades que ainda não puderam realizar ou querem repetir com toda a plenitude de tempo que a fase da vida propicia. E que agora, mais independentes e ainda com muito vigor e saúde, sabem que podem contar com mais qualidade de vida e com recursos da medicina, quando for o caso, para desfrutar de muitas e boas emoções e prazeres.
Três de cada quatro pessoas que adquiriram AIDS em 2008, segundo o Ministério da Saúde, foram infectadas por praticarem sexo sem proteção!
Os novos tratamentos melhoram, e atualmente as pessoas soro positivas vivem mais e com melhor qualidade de vida do que nas décadas de 80 e 90. A prevenção hoje é maior, e o número de contaminados identificados pelo sistema público de saúde do Estado de SP, por exemplo, foi de pouco mais de 5 mil casos de AIDS.
Entretanto, ainda é um número alto e o vírus está aí. Não dá pra relaxar!
Nos homens, 45,4% dos casos estão entre os heterossexuais, e 33,5% entre homossexuais e bissexuais. Nas mulheres, 83,4% dos casos atingiram as heterossexuais. A faixa etária de maior incidência é de 30 a 39 anos, com 26,2% infectados para cada 100 mil habitantes. Entre as pessoas com AIDS no país, 58% não trabalham, segundo o Ministério da Saúde. Conforme dados divulgados ontem, 01 de dezembro de 2009, por ocasião do Dia Mundial de Combate à AIDS.
Portanto, vamos nos proteger e proteger a quem amamos usando “camisinha” (preservativo masculino), sempre.
Quem ama cuida e se cuida!
Números do Ministério da Saúde mostram uma mudança do registro dos casos de AIDS no estado de São Paulo. A doença diminuiu nos grandes municípios do estado, mas aumentou nas pequenas cidades.
Nas pequenas cidades, o número de casos da doença dobrou nos últimos dez anos. A taxa de incidência em cidades com menos de 50 mil habitantes passou de 4,4% para 8,2%. No período entre 1997 e 2007, a transmissão do vírus teve uma queda de 64,4% no estado.
O levantamento também mostra redução de infectados nos grandes centros. Em Ribeirão Preto, houve queda de 72,5%. Em Sorocaba, de 55,3%, e em Santo André, de 51,7%.
Em Presidente Prudente, mais de 800 pessoas passam por tratamento. Uma das dificuldades apontadas pelas secretarias municipais de saúde é convencer os portadores da doença a fazer o tratamento.
Em algumas cidades, medicamentos que deveriam estar sendo usados sobram nos postos de saúde. Muitos moradores têm vergonha de fazer o tratamento.
Graças a eficácia dos medicamentos, pessoas com o vírus estão vivendo mais. Uma mulher que não quis se identificar descobriu que tinha o vírus em 2001. Hoje, aos 49 anos, diz que aprendeu a conviver com o vírus. “Tem que ter o tratamento”, afirmou.
Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, a distribuição dos medicamentos é informatizada. Por isso, quando há sobra em um posto, os remédios são encaminhados para outras unidades.
Um dos municípios que registrou queda dos casos entre 1997 e 2007, foi Sorocaba que tem um programa de tratamento. O grande diferencial é a preocupação com o diagnostico precoce e também a diferenciação entre quem tem AIDS e quem tem o vírus da AIDS.
“As pessoas que tem o vírus HIV, quando acompanhadas deixam de ter o risco de doenças oportunistas. É a presença delas que caracteriza a AIDS, a síndrome”, explicou Maria Tereza Dib, coordenadora do programa DST/AIDS.
Como a metade das mortes registradas no estado está relacionada ao diagnóstico tardio da doença, a Secretaria de saúde prorrogou a campanha que incentiva o teste do HIV até 15 de dezembro. O exame é de graça e sigiloso.
Fonte: Ministério da Saúde
As pesquisas e levantamentos realizados pela S.A.B.E.R. revelam existir expectativas de voltar aos tempos de namoro e investir no prazer sexual entre os casais maduros.
Por volta dos anos 60 criou-se o termo “ninho vazio” que após os anos 70 ficou popularizado como “síndrome do ninho vazio” e se referia ao sentimento vivido por casais que estruturaram suas vidas em função dos filhos e, assim, quando os filhos iam embora a solidão e o sentimento de abandono se estabelecia. Os tempos mudaram e as mulheres principalmente, mas também os homens, passaram a desempenhar novos papéis sociais. Hoje, homens e mulheres, pais e mães, estudam, trabalham e promovem juntos o sustento e o futuro da família, da mesma forma, muitos casais hoje dividem as tarefas domésticas e cuidados com os filhos quase que igualmente.
O que isso tem a ver com o “ninho vazio”?
Com partes quase iguais nas responsabilidades de provimento financeiro, educacional e de qualidade de vida da família, homens e mulheres desenvolvem uma nova forma de ver a relação familiar, e, quando os filhos já estão preparados para “alçar vôo” e conduzirem sozinhos (ou acompanhados) suas vidas, os pais também já estão se preparando para aproveitarem a nova etapa da vida.
Como desenvolveram ao logo da vida familiar vínculos de coresponsabilidade e de respeito pela individualidade de cada um, não há uma expectativa de dever ou obrigação dos filhos para com os pais, ou vice-versa. O que os pais fizeram foi preparar os filhos para a autonomia, tanto do ponto de vista da formação e qualificação profissional quanto da autonomia afetiva e emocional, para que um dia “alçassem vôo” mesmo!
A descoberta é que hoje homens e mulheres com 50, 60 anos são jovens, cheios de planos e projetos para o novo momento, e entendem esta etapa da vida como um novo ciclo que se inicia, cheio de possibilidades de projetos, realizações e experiências para uma vida plena e prazerosa.