A sociedade atual exige mais agilidade e novos papéis sociais das pessoas, que são levadas a rever suas antigas convicções. As vovós de hoje são mulheres atuantes, bonitas, assim como os vovôs são cada vez mais convocados para acompanharem este movimento.
O viver deve ser considerado um processo contínuo de transformações. Homens e mulheres com mais de 60 anos estão namorando mais.
Saiba mais sobre este tema através do link http://www.ongsaber.org.br/saude-do-homem/sexualidade-com-qualidade-1/artigos/133
A pesquisa registra que embora tenha aumentado significativamente o número de divórcios em 2007 e 2008, os casamentos nessa faixa etária aumentaram ainda mais.
Um dos dados de destaque foi o relativo à faixa etária das mulheres que os homens, com mais de 60 anos, têm procurado tanto para o namoro quanto para o casamento. Em sua maioria são parceiras bem mais jovens, em muitos casos com mais de 20 anos de diferença. Segundo Silvana, ainda é muito forte entre os homens o mito de rejuvenescimento masculino quando a parceira é mais jovem. Os homens que se unem às mulheres mais jovens acreditam que são revigorados pela beleza de sua juventude e por seu frescor e energia. Sentem-se animados com os projetos, anseios e modo de vida da mulher mais jovem.
Já as mulheres com mais de 60 anos procuram, prioritariamente, parceiros da mesma faixa etária, que estejam vivenciando etapas de vida similares às suas, talvez por que as mulheres sejam mais práticas e objetivas, querem desfrutar da companhia de homens que às acompanhe em viagens, passeios, bailes e outras atividades que eventualmente não puderam realizar em relacionamentos ou casamentos anteriores, sem precisarem se envolver com o cuidar de eventuais filhos pequenos de outro casamento do companheiro e sem a instabilidade profissional e financeira que normalmente acontece quando o parceiro é mais jovem.
De qualquer forma, há uma forte evidência de que as pessoas com mais de 60 anos estão dispostas a fazer dessa nova etapa da vida algo muito gratificante, cheia de projetos e atividades que ainda não puderam realizar ou querem repetir com toda a plenitude de tempo que a fase da vida propicia. E que agora, mais independentes e ainda com muito vigor e saúde, sabem que podem contar com mais qualidade de vida e com recursos da medicina, quando for o caso, para desfrutar de muitas e boas emoções e prazeres.
As pesquisas e levantamentos realizados pela S.A.B.E.R. revelam existir expectativas de voltar aos tempos de namoro e investir no prazer sexual entre os casais maduros.
Por volta dos anos 60 criou-se o termo “ninho vazio” que após os anos 70 ficou popularizado como “síndrome do ninho vazio” e se referia ao sentimento vivido por casais que estruturaram suas vidas em função dos filhos e, assim, quando os filhos iam embora a solidão e o sentimento de abandono se estabelecia. Os tempos mudaram e as mulheres principalmente, mas também os homens, passaram a desempenhar novos papéis sociais. Hoje, homens e mulheres, pais e mães, estudam, trabalham e promovem juntos o sustento e o futuro da família, da mesma forma, muitos casais hoje dividem as tarefas domésticas e cuidados com os filhos quase que igualmente.
O que isso tem a ver com o “ninho vazio”?
Com partes quase iguais nas responsabilidades de provimento financeiro, educacional e de qualidade de vida da família, homens e mulheres desenvolvem uma nova forma de ver a relação familiar, e, quando os filhos já estão preparados para “alçar vôo” e conduzirem sozinhos (ou acompanhados) suas vidas, os pais também já estão se preparando para aproveitarem a nova etapa da vida.
Como desenvolveram ao logo da vida familiar vínculos de coresponsabilidade e de respeito pela individualidade de cada um, não há uma expectativa de dever ou obrigação dos filhos para com os pais, ou vice-versa. O que os pais fizeram foi preparar os filhos para a autonomia, tanto do ponto de vista da formação e qualificação profissional quanto da autonomia afetiva e emocional, para que um dia “alçassem vôo” mesmo!
A descoberta é que hoje homens e mulheres com 50, 60 anos são jovens, cheios de planos e projetos para o novo momento, e entendem esta etapa da vida como um novo ciclo que se inicia, cheio de possibilidades de projetos, realizações e experiências para uma vida plena e prazerosa.
Hoje às 12h, na rádio Globo no programa Manhã da Globo em entrevista do dia, Dr. Gerson Lopes, abordou a importância da vida sexual ativa na terceira idade tanto do ponto de vista físico quanto mental, emocional e relacional.
Ele defende que o sexo é um pilar da vida, independente da idade, classe social ou qualquer outro aspecto. Manter a vida sexual ativa faz bem ao corpo, alivia tensões e, principalmente, mantém a auto-estima em dia.
É fácil falar, o difícil é transgredir uma sociedade que, apesar de moderna, ainda mantém o preconceito em que se imaginam apenas corpos jovens aptos à sexualidade. Até pouco tempo atrás era inadmissível perante a sociedade que uma pessoa com mais de 50 anos namorasse. O tempo passou, mas o preconceito permanece dentro e fora de casa.
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