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15 de julho é o Dia do Homem. Feliz dia ao novo homem!

Em primeiro lugar é importante dizer que nascemos machos e mais tarde viramos homens. Parafraseando Simone de Beauvoir podemos dizer: “Não se nasce homem, torna-se homem”. A ideia de homem, assim como a de mulher, é socialmente construída.

A masculinidade vai se construindo em meio à linguagem do ambiente, em meio às expressões de aprovação, de consideração e de confirmação por seu sexo. Isso é transmitido pelos adultos, e se um pai é “machista” é de esperar que tenha e promova nos filhos dificuldades futuras para que se tornem “o novo homem”.

O que é o novo homem?
Com relação ao sexo ele continua valorizando a atividade sexual segura e prazerosa como importante para sua qualidade de vida. Porém tem que avançar mais, entendendo que sexualidade envolve os genitais, mas os transcende. É fundamental que se compreenda que sexualidade envolve afeto, comunicação, carinho e erotismo, portanto, é mais do que a prática de relações sexuais. É muito mais do que o encontro dos genitais. Sou grande fã de Arnaldo Jabor, e assinaria embaixo quando ele afirma que o homem é prosa e a mulher, poesia.

O novo homem convive em um mundo onde não há mais espaço para o sexismo (discriminação entre sexos). Faz-se imperiosa a busca da igualdade dos sexos em todas as esferas da vida, inclusive na vida familiar e comunitária, de modo que os homens também se responsabilizem pelo seu comportamento sexual e reprodutivo e que assumam sua função social e familiar. Adaptando-se a uma nova relação, o novo homem não é mais aquele que entendia o casal como no tipo de relacionamento em que um tinha direito e deveres (homem) e o outro apenas deveres (mulher), nas novas relações ambos têm direitos e deveres iguais e cada um se empenha para compreender as diferenças pessoais do outro, que não são baseadas em direitos diferentes, mas em personalidade, criação, gosto, cultura, etc.

O novo homem aprende a ser colaborador no relacionamento (não apenas provedor), a respeitar a individualidade de sua parceira, a saber administrar crises conjugais e buscar relações sexuais atrativas, inovadoras. Procura namorar sua parceira e estimulá-la para a erotização complementar, dentre tantas outras habilidades que o novo homem tem necessariamente que aprender. Sabe, com certeza, que só quem é livre sabe e pode amar. E que no sexo não há espaço para monotonia (feito do mesmo jeito e no mesmo lugar), e que ninguém é responsável pelo prazer do outro, mas que a busca do prazer e da segurança é direito e dever de ambos.

O novo homem cuida de sua saúde regularmente, como tradicionalmente faz a mulher. Periodicamente, busca o urologista para avaliar sua saúde sexual e reprodutiva, assim como o clínico para avaliação de sua saúde geral. Procura alimentar-se corretamente, bebe eventual e moderadamente, não fuma e foge do sedentarismo.

O novo homem é também o cuidador de seus filhos, harmonizando muito bem proteção e afetividade.
O novo homem não é o sexo frágil e não aceita que sua parceira o seja, pois se prepara diariamente para um mundo onde deve existir equidade de gênero, alegria, bem-estar e prazer.

Gerson Lopes

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